3.ª Edição Workshop Arqueologia 3.0                                                     Comunicações                                           

"Arqueologia Pública e seus públicos: algumas reflexões e exemplos práticos"                                                                                                        Carlos Fabião, Universidade de Lisboa, Faculdade de Letras/ Centro de Arqueologia - UNIARQ

Nas últimas décadas, a actividade arqueológica ganhou uma visibilidade pública notória, em boa parte pela multiplicação das intervenções de Arqueologia de Contrato que geram uma grande proximidade entre as populações e os arqueólogos. De um modo geral, os arqueólogos não estavam preparados (muitas vezes, nem disponíveis) para: descodificar para públicos indiferenciados a sua actividade e os resultados das suas intervenções, construir discursos e linguagens adequadas para essa comunicação, lidar com a crescente popularidade dos vestígios do passado e a procura gerada entre as populações. A ausência de reflexão estratégica sobre o tema gerou respostas múltiplas. Contudo, persistem questões que importaria discutir: quem expõe e mostra; para quem se expõe e se mostra.

Partindo de algumas experiências concretas, pretende-se apresentar algumas reflexões sobre estes temas.

#pubarchMED o la importancia de mirar más allá de las piedras

Jaime Almansa-Sánchez, Instituto de Ciencias del Patrimonio, CSIC

La relación entre la arqueología y la sociedad define a la arqueología pública, sin embargo, aún hoy la mayoría de los trabajos dentro de esta disciplina se centran en el conocimiento del pasado y cómo se transmite/representa. A través de la experiencia del proyecto #pubarchMED exploraremos cómo la gestión y la socialización del patrimonio arqueológico van mucho más allá, y hacen necesario tener presente nuestro impacto en las comunidades, su impacto en nuestro trabajo y todas las dinámicas que se generan en torno a ello. Con el foco puesto en nuestro entorno mediterráneo, profundizaremos en el valor de comprender la percepción de la gestión del patrimonio arqueológico y las micropolíticas que configuran nuestro día a día.

"Teatro Romano de Lisboa: para além do museu e do sítio arqueológico" 

Lídia Fernandes, Coordenadora Museu de Lisboa - Teatro romano/ EGEAC (Câmara Municipal de Lisboa)

Carolina Grilo, Museu de Lisboa - Teatro romano/ EGEAC (Câmara Municipal de Lisboa)


A missão do Museu de Lisboa - Teatro Romano alicerça-se no estudo, investigação, salvaguarda e preservação das estruturas arqueológicas que integram o museu, assim como na análise da evolução diacrónica do local onde o teatro romano - monumento que dá o mote ao museu - foi edificado. O Teatro Romano constitui, assim, o ponto de partida da investigação histórica, numa análise evolutiva do espaço antes da edificação do monumento e após o seu abandono.

Outra vertente desenvolvida é a que podemos designar como a "arqueologia da arqueologia". Desde o momento da descoberta do teatro, em 1798, foram muitos os incidentes pelos quais decorreu a escavação do monumento, sendo as campanhas arqueológicas da década de 1960 as mais marcantes, quer do ponto de vista urbanístico quer do impacto sofrido pela comunidade então aqui residente.

Desde o início da reabertura do museu em 2015 que se procurou uma abertura do museu a toda a população, mas especialmente, aos residentes. Com esse objetivo foram criadas atividades que procuraram um estreitar de relações transformando o museu num espaço vivo e dinâmico e onde as ruínas arqueológicas, situadas em plena via pública, fossem percecionadas como uma mais-valia do território.

 "Rescatando el passado para no dejar morir el futuro. Arqueología e sociedad en la ermita y necrrópolis de San Nicolás (La Sequera de Haza, Burgos, España)"

Luis Alberto Polo Romero, Universidad Rey Juan Carlos

Diana Morales Manzanares, Universidad Rey Juan Carlos;  Universidad Complutense de Madrid 

En la comunicación que presentamos, queremos poner en valor todo el trabajo de Arqueología pública que llevamos a cabo en la ermita y necrópolis de San Nicolás (La Sequera de Haza, Burgos). Este es un pueblo de menos de 50 habitantes, donde la excavación y las diferentes actividades propuestas han supuesto un revulsivo cultural para toda la comarca. Además, trataremos el uso de las nuevas tecnologías y las redes sociales para potenciar y acercar las excavaciones arqueológicas a toda la sociedad, así como la necesidad de crear proyectos sostenibles a lo largo del tiempo, como un ejemplo de revitalización cultural en las zonas rurales deprimidas económicamente.

.

"Arqueologia, Museus e Centros de Interpretação: reflexões em voz alta"

Luis Raposo, Vice-Presidente da Associação dos Arqueólogos Portugueses

Tomando por referência o mote de aqui falar da Arqueologia "como instrumento de avanço científico e gerador de novas dinâmicas sociais que passem pela formação de sensibilidades e integração do conhecimento produzido, entendido como uma mais-valia na vida da sociedade atual", consideram-se aqui seis premissas que se entendem constituir postulados obrigatórios para alcançar tal desiderato. São eles: (1º) A Arqueologia ou é social... ou não é nada. Podendo ser antiquarismo; (2º) Arqueologia, o mais democrático dos patrimónios... se entendida como pertencendo a quem pertence (e não apenas aos arqueólogos); (3º) Arqueologia, a mais poderosa ferramenta de formação de cultura/cidadania histórica... se não for reduzida a cacos e pedras; (4º) Os museus de arqueologia ou são museus de contextos ou não são nada... podendo ser de outra qualquer orientação; (5º) Os centros de interpretação ou são ferramentas aprendizagem ou não são nada... podendo ser parques temáticos ou quaisquer outras coisas; (6º) Museus de arqueologia e sítios arqueológicos musealizados estão condenados a ser complementares... embora nem sempre pareça.

"Como tornar a Arqueologia sexy"

Pedro Sobral, EON, Indústrias Criativas

A Arqueologia é, sem dúvida, a ciência que mais fascínio exerce sobre uma grande parte da nossa população, sobretudo nos jovens. Seja por estar associada à "descoberta" ou aos "tesouros", a verdade é que só este facto deveria ser suficiente para que os valores do Passado, os monumentos, os sítios arqueológicos, etc, fossem muito mais conhecidos e, assim, fazerem parte do nosso contexto sócio-cultural. Então, por que é que isso não acontece? O que é que está a falhar? Quem são os responsáveis?

É certo que hoje a realidade é algo diferente do que a que tínhamos há vinte anos, mas há ainda um grande caminho a fazer. Contudo, o mais importante é termos consciência que enquanto não soubermos comunicar de uma forma eficaz o nosso conhecimento, o Passado e as suas expressões serão sempre um tema pouco atraente e pouco sexy.

A apresentação irá abordar essas e outras preocupações acompanhada de alguns case study que procurarão mostrar o caminho que temos tomado para a divulgação do património e contribuirmos, nem que seja, parcelarmente, para tornar a Arqueologia Pública e sentirmos o retorno social da nossa atividade.

La Arqueología Como Factor De Desarrollo. De La "Laponia Española" Al "Poder De Las Piedras"

Miguel Ángel Valero TévarUniversidad de Castilla-La Mancha

Uno de los principios fundamentales de la arqueología, es revertir a la sociedad la inversión efectuada en ella. Esto se realiza mediante la publicación, difusión de los resultados, pero también intentando generar riqueza social y económica.

Lo anterior cobra mayor importancia si se contextualiza la ubicación de determinados yacimientos. Uno de ellos es la villa romana de Noheda, situada en el corazón de comarca de La Alcarria Conquense, que recientemente ha sido bautizada como "La Laponia española", debido a su baja densidad de habitantes por km2 y a la constante pérdida de población efectiva que emigra a las grandes ciudades, condenando a los pueblos a su desaparición.

Con estas circunstancias la aparición del mosaico de Noheda, unido al existencia de otros enclaves cercanos que ya se encuentran musealizados como Ercávica, Valeria y Segóbriga (VALERO, 2018), así como presencia de múltiples elementos patrimoniales y culturales, han hecho que comience desarrollarse un turismo cultural con especial relevancia en la arqueología. Esto se ha unido a la implementación de acciones carácter formativo y/o laboral entre los habitantes del entorno (VALERO, 2016), lo que ha generado grandes expectativas entre la sociedad, comprobando que las piedras no solo tienen pasado sino que gracias a ellas, se puede tener futuro. 

Museo Nacional De Arte Romano: Museo De Lusitania

Trinidad Nogales BasarrateDirectora Museo Nacional de Arte Romano Mérida

El Museo Nacional de Arte Romano (MNAR) es el Museo de Lusitania, pues desde 1975, fecha en la que se le otorga la categoría de Nacional de Arte Romano, viene desarrollando un amplio programa de acción científica y de difusión de lo que fue la antigua provincia romana de Lusitania.

Los programas de investigación tutelados desde el Museo, nacionales e internacionales, han contado siempre con la colaboración de museos y universidades portuguesas, intercambiando líneas de trabajo y experiencias. Se han analizado Las Ciudades Lusitanas, Los Itinerarios, La Sociedad.... y un buen número de temas esenciales para conocer a fondo el pasado de nuestro territorio.

Para dar a conocer todo este caudal de trabajo se creó en el MNAr la serie monográfica Studia Lusitana, un interesante vehículo de difusión científica.

También la investigación ha sido objeto de numerosos encuentros, coloquios y congresos especializados, en los que han participado los más destacados investigadores sobre Lusitania.

Y para realizar una investigación aplicada, desde el MNAR se han promovido numerosas acciones de difusión social, viajes, visitas guiadas a yacimientos... Siendo de destacar las exposiciones temporales como "Lusitania Romana. Origen de dos pueblos/ Lusitânia Romana. Origem de dois povos", presentada en Mérida, Lisboa y Madrid.

Hoy el MNAR participa en el Proyecto de la Universidade de Lisboa- Fundaçao Cidade de Ammaia sobre este yacimiento arqueológico de Lusitania.